domingo, julho 30, 2006

PRÓXIMA SESSÃO:




Quarta-feira, dia 2 de Agosto, os Meninos da Avó recebem a visita de Ricardo Rodrigues.

Bitcho Bravo – obra agora editada pela D. Quixote, integrado na colecção “Cadernos de Reportagem” – é a primeira obra de Ricardo Rodrigues. A história foi publicada, na Primavera de 2005, na revista Notícias Magazine, sob a forma de reportagem, na sequência da qual a D. Quixote convidou Ricardo Rodrigues para escrever esta obra que conta também com fotografias de Jordi Burch.

Bitcho Bravo fala-nos de uma batalha silenciosa entre homens e lobos no Barroso transmontano. Nessa região isolada, onde as alcateias conseguem sobreviver e a os hábitos da população pouco mudaram nos últimos séculos, o animal tem fama de maldito e é protagonista de narrativas arrepiantes. Quando, há dez anos, um biólogo lisboeta chegou a Montalegre para ir estudar os “bitchos bravos” - como são chamados no dialecto barrosão – não fazia ideia de que iria encontrar tamanho ódio ao lobo, perpetuado ao longo de gerações e gerações. Mas isso não o deteve: à medida que ia aprofundando os estudos, conseguia manter conversas de horas com os bichos, brincar com as crias, fazer festas aos adultos. Ao fim de uma década no meio dos animais, tornou-se membro de pleno direito da alcateia. Foi assim que Francisco Álvares se transformou em Chico dos Lobos.

“A maldição sente-se por toda a região do Barroso, no lado transmontano do Gerês. É, afinal, uma terra de esquecidos, onde o lobo ainda consegue resistir. Aqui, aprende-se desde a infância que o ‘bitcho bravo’ tem poderes sobrenaturais e é amigo do diabo. Faz-se-lhe caça. Lobo peludo não pode por isso confiar em lobo calvo, o animal que se levanta em duas patas e mata tudo o que encontra pela frente. Mas todas as guerras têm os seus dissidentes e, neste caso, ele chama-se Chico dos Lobos. Esse que passa noites na serra a falar com as alcateias.”

Ricardo Rodrigues nasceu em 1976 e vive em Lisboa. Licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, iniciou a sua actividade profissional em 1998, na RTP. Integrou a equipa fundadora da revista Focus, onde trabalhou nas editorias de Cultura, Sociedade, Internacional e Reportagem. Publicou na edição francesa do semanário Courrier International e colaborou com o The History Channel. Está, desde 2004, na revista Notícias Magazine, onde recentemente (já em 2006), viu a sua reportagem Os Pretos de Onor galardoada com uma menção honrosa do prémio de jornalismo A Família na Comunicação Social.

3ª SESSÃO ESPECIAL:

No passado dia 25 de Julho decorreu a sessão especial dos Meninos da Avó.
Esta sessão decorreu no bar 2 ao quadrado situado ao pé da estação dos comboios de Sintra e consistiu numa performance feita pelo jogral Rui Mário e pelo sonográfo Pedro Hilário (pertencentes ao grupo de teatro Tapa-Furos) invocando a poesia de Dólar Buq, esteve igualmente presente a poetisa Manuela Sousa Lobo que nos deu a conhecer outros aspectos e facetas do poeta.
Num ambiente muito descontraído e criativo duas frases perduram e marcaram esta sessão:

Parece que voltamos as míticas sessões da Casa da Avó
Estamos perante um piscadelismo tropical!!!

De seguida fica o inicio do livro apresentado na sessão: Tamarindo – livro de tetramor-

Dedicação

A leste de Kiloa, em Maio de 2000

Férias num farol, alto mar, ao largo da foz do porto, rio Rovuma.
O faroleiro é cego y meu amigo, deu-me corais y um boião mussiro.

Sento-me nas povoadas pedras. Pensamentos são ovos, lhes levo à cabeça,
Cada vez, em cestas atadas com laços. Percorro alagadas lezírias.

- Oiço asas, malaikas nos visitam – sorri o meu amigo.
- Vou partir em filmagem – digo eu – tender is the night in Tanzânia, preciso de inventar. Farei um fio de vozes em três tons: navy, magenta y âmbar.
Lanço as linhas:

·para as 4 mulheres que não tive (embora Alah y o meu desejo as
permitissem)
·para Santa Maria de Cádis, actriz divina y andaluza baía, canatdo
também Pemba, Delagoa y tantas mais (com Rafael Alberti, a quem
tomei o tonto pulso no que escrevo)
·para 2000 y os 25 anos de Moçambique, terra banto (de arábico
nome, indiano mar y lusa língua), que me nasceu aljamiado
·para Catini y Comucomo (música extinta pelo titã Roc das sucessivas
colónias), minha Homenagem.

À ternura tutelar do celacanto
(seus olhos nos ignoram hà oitenta milhões
de anos, saibam os nossos igualmente preservá-lo).

Aqui termina meu álife-bá, prefácio do palavrar que segue.

Salahm

Alberto

P.S. – Cuidado, esta leitura é capaz de entristecer.



Perfomance de Rui Mário

quarta-feira, julho 26, 2006

FEIRA AO LARGO



No Largo da Igreja Matriz de Colares (Largo Dr. Carlos França)

Face à importância histórica e à situação privilegiada do núcleo antigo da Vila de Colares a Junta de Freguesia de Colares com o apoio da Câmara Municipal de Sintra (Divisão de Animação Cultural) vão realizar uma feira multifacetada no Largo da Igreja Matriz desta Vila no último sábado dos meses de Junho a Outubro (inclusive) e no período das 11.00 às 22 horas. Assim, as datas da realização deste evento serão- 29 de Julho- 30 de Setembro- 28 de Outubro
Esta feira, consistirá na exposição e venda de- objectos antigos de colecção- livros temáticos antigos e contemporâneos e a representação da Livraria Municipal de Sintra- artesanato contemporâneo de autor ( brinquedos / marionetas / vestuário / objectos enquadrados na linguagem antropológica da região / entre outros )- produtos de agricultura biológicos desta e de outras regiões- vinhos da região, representados pela Adega Regional de Colares e outros produtores
No decorrer do evento e cerca das 19.00 h ocorrerão momentos musicais a cargo de agrupamentos do Concelho.

GRUPO de SOPRO 1ºTEMPO da Sociedade Filarmónica e Recreativa de Pero Pinheiro

Entre outros grupos/associações (Alagamares, Associação Agostinho da Silva) os Meninos da Avó também marcaram presença na Feira. Estaremos a apresentar autores que passaram pelas nossas sessões, as nossas actividades e projectos e contaremos da parte da parte com a presença do poeta Fernando Grade! Mais uma oportunidade de conhecer pessoalmente e a poesia deste autêntico Menino da Avô!

quinta-feira, julho 20, 2006

SESSÃO EXTRAORDINÁRIA:

Terça 25 de Julho

Sessão Extra dos Meninos da Avó no Dois ao Quadrado (Antigo Pielas, junto à Estação de Sintra)

Às 20 horas jantamos e depois do jantar, aí pelas 21h30, teremos a:
apresentação da escrita de Manuela Sousa Lobo e de Dólar Buq, autor moçambicano – poeta, preto e perneta, o homem dos três pês – por si representado em Sintra:
A sessão será imprevisivelmente abrilhantada pelo jogral Rui Mário e pelo sonógrafo Pedro Hilário.

Eis um excerto da sua última obra editada em Portugal:

Tamarindo
- livro de tetramor -

em meu único tornozelo
aceitei a maluata de cativo
seu tilintar
me encanta

recupero
assim
a voz
enterrada no anterior de um Ibo
maldito
que um canito preto y branco
fareja

estou cada vez mais mulato

deliro em transparências

me alforrio
em vós

ACTIVIDADES:

GRANDE PASSEIO DE VERÃO 2006 - Passeio à Reserva Natural das Berlengas
Dia 6 de Agosto

Ninho de piratas e corsários, reserva ambiental, santuário de aves, paraíso natural. Tudo isto coexiste na Reserva Natural das Berlengas. A ALAGAMARES realiza este ano o seu passeio de Verão visitando estas ilhas, em jornada a realizar dia 6 de Agosto próximo. Com partida e chegada a Galamares, Caves de S. Martinho (partida às 7h; chegada às 22h30) far-se-á passeio de barco, visita ao Forte de S. João Baptista e visita ambiental guiada. Almoço com tudo incluído na Berlenga. Possibilidade de praia e visita às grutas
Música e bom ambiente, para retemperar foças e conviver, eis a nossa opção deste ano, depois da memorável jornada na Arrábida com os golfinhos em 2005. Antes do embarque será efectuada visita ao Forte de Peniche, que acolhe o Museu local e as celas onde estiveram presos políticos nos anos 50 e 60, nomeadamente Álvaro Cunhal e outros opositores ao regime do Estado Novo.
Reservas para o info@alagamares.net ou 918626893
Mis informações em: www.alagamares.net
Preços: Associados-50 euros; Não-Associados 60 euros; Crianças até 12 anos-45 euros


SINTRA INTERNATIONAL SINGING AND CHORAL CONDUCTING COURSE

Ensembles

17,18 e 20 de Julho
15h00- 16h00 Quinta da Regaleira


Concerto

20 de Julho
18h00 Quinta da Regaleira


Concerto

22 de Julho
21h30m Igreja de S.Martinho Sintra

SESSÃO DE 19/07/2006

Realizou-se no dia 19 de Julho a 36ª sessão dos Meninos da Avó. Como já tinha sido anunciado esta sessão teve como convidado o arquitecto João Cruz Alves.
A sessão incidiu sobre a exposição que actualmente está patente na Quinta da Regaleira "Luigi Manini - Imaginário e método. A concepção da Regaleira cem anos depois".
Luigi Manini foi o arquitecto responsável por toda a concepção arquitectónica dos vários edifícios, jardins e detalhes curiosos (poço iniciático o poço imperfeito) que constituem a Quinta da Regaleira.
Tem um percurso bastante curioso já que só em Portugal é que exerceu funções como arquitecto!
Nascido em 1848, estudou com o grande Carlo Ferrario em Milão, no teatro “La Scala”, tendo conseguido um lugar de cenógrafo no então recente Teatro de “S.Carlos” em Lisboa em 1879. Fora dos palcos dedicou-se também à arquitectura, trabalhando no nosso país para famílias poderosas e endinheiradas que apostavam em edifícios exuberantes ao estilo dominante da época, bem como nos interiores de diversos edifícios públicos, a relação mais marcante foi a com Carvalho Monteiro proprietário da Regaleira.
Das suas obras arquitectónicas, destacam-se o interior do Teatro do Funchal, o tecto do teatro de S.João, no Porto ou o jardim de Inverno do extinto Teatro D.Amélia, em Lisboa. A nível de fachadas e grandes obras destacam-se o Palácio da Cidadela, em Cascais, o pavilhão português na Exposição Universal de 1900, em Paris, o Palácio do Buçaco e a quinta da Regaleira, tudo obras marcadamente dum manuelino tardio e já em desuso quando as correntes do funcionalismo do século XX emergiam. Em 1913 voltou a Itália, onde morreu, em 1936,em Bréscia.
Esta exposição é o resultado de uma investigação de 3 anos feita pela CulturSintra e vem ajudar a compreender a complexidade e cumplicidade que existiu entre o proprietário da Quinta (Carvalho Monteiro) e o arquitecto responsável pela sua construção (Manini), vão decorrer mais actividades relacionadas com a exposição ás quais visam desmistificar certas ideias. Manteremos no blog informação actualizada dessas actividades.

segunda-feira, julho 17, 2006

PRÓXIMA SESSÃO:

Infelizmente não vamos poder contar com a presença do autor Ricardo Rodrigues na próxima sessão (dia 19)! Devido a comprossimos profissionais o autor não pode estar presente na nossa sessão. Ficando adiada a sua presença e apresentação do livro "Bitcho Bravo" para outra sessão.

Em vez do planeado iremos contar com a presença do arquitecto João Cruz Alves que irá apresentar a exposição e respectivo catálogo: "Luigi Manini - Imaginário e método. A concepção da Regaleira cem anos depois".
Como o título indicia esta é uma exposição dedicada ao arquitecto responsável pelo projecto da Quinta da Regaleira (e de outros edifícios emblemáticos de Sintra). Teremos assim uma sessão muito voltada para "dentro" onde abrimos um novo horizonte de interesses: a arquitectura.

A POESIA ESTÀ NA RUA. NÃO PISAR.

sexta-feira, julho 14, 2006

O ESPÍRITO DA LUA:


Brevemente em Sintra!

Receita para "O Espírito da Lua":

Às inesperadas noites de verão em Sintra adiciona-se o velho jogo do teatro com ordem para surpreender e divertir e meter o público ao barulho.
Juntam-se velhas histórias e muitos episódios lendários da fantasiosa Vila de Sintra, Património da Humanidade. Faça-se uma aliança com O Espírito da Lua e no final é só trocar as voltas ao relógio na torre.

Logo se anuncia o mercado do Chão de Oliva frente ao Palácio Real.
As Damas da Corte preparam banquetes quase alquímicos.
Camões tenta a sua sorte com o Rei D. Sebastião.
Lord Byron é mais que um fantasma nas ruas.
A Condessa de Edla passeia com D. Fernando em traje de pajem do S. Carlos.
Nas escadarias do Palácio escavam-se tesouros de Templários e organizam-se romarias à Peninha, lá no alto da Serra.
Sempre bem perto da Lua.

Co-produção Utopia Teatro / Byfurcação
Apoio: Câmara Municipal de Sintra

segunda-feira, julho 10, 2006

PEÇA:

«Num tabuleiro joga-se mais uma partida.
Da vida? Da morte?
As peças movem-se, constante movimento que para algum lugar vai, só não sabemos onde...
A verdade de fazermos parte de um banquete, só não sabemos qual a parte...
O príncipe amaldiçoa o momento em que sabe que nasceu para endireitar as coisas. Coragem? Destino?
O jogo apenas se iniciou, o tabuleiro tem o tamanho do mundo, pequena peça do tamanho da vida. Joga-se. O resultado é invariável: volta-se ao jogo, uma e outra vez.
Hamlet é o teatro que encenamos debaixo do céu, há séculos e séculos. Mais uma vez, mais um eterno jogo que jamais terminará. Convidamos pois o nosso público a juntar-se à partida, sendo peça, mais uma, para podermos jogar pela noite fora... Somos peça nesta noite sintrense, única no mundo, irrepetível em sonhos, em perguntas, em mistério. Somos ou não somos? Eis a questão. Sem xeque-mate.»

Rui Mário

Estreou dia 6 de Julho a peça "Hamlet" do grupo de teatro "TapaFuros", a peça é representada na Quinta da Regaleira em Sintra.
O horário da peça é: quinta a sábado: 22h e aos domingos: 20h.
A peça estará em apresentação até dia 9 de Setembro.

Mais informaçoes: www.tapafuros.com

2ª OFICINA DE INICIAÇÃO AO TEATRO:

A Alagamares-Associação Cultural convida à descoberta do mundo do teatro... no Sport União Colarense, de 12 de Julho a 30 de Julho.

Quantos de nós não têm essa curiosidade?

Sabia que muitos dos ensinamentos do teatro tem aplicação directa do nosso dia-a-dia?

A Alagamares através da 2ª Oficina de Iniciação de Teatro pretende abrir caminhos... tanto para aqueles que desejam seguir a carreira de actores, como para aqueles que prentendam aprender e experimentar esta arte.

As aulas de Rui Mário, actor e Director da Companhia de Teatro Profissional "Tapafuros" consistem na aprendizagem de exercícios prévios que são aplicados na arte de performar e na arte da vida!
Venha descobrir isto e muito mais na nossa Oficina! Participando!!!
A realizar-se no Sport União Colarense em Colares de 12 de Julho a 30 de Julho, todas as feiras das 20H00 às 22H30 e domingos das 15H00 às 17H30.
Inscrições até 11 de Julho através do info@alagamares.net.
P
reços por pessoa: sócios e estudantes 50,00EUR / não sócios 60,00EUR.

ALAGAMARES - ASSOCIAÇÃO CULTURAL Caves de S. Martinho, Av. 25 de Abril, n.º 133 2710-250 Galamares - Sintra
Portal: www.alagamares.net,
Fórum: forum.alagamares.net
Blogue: blogue.alagamares.net

domingo, julho 02, 2006

PRÓXIMA SESSÃO:

É com compreensão e orgulho que informamos que por motivos de força maior (futebolística), não se realizará na primeira quarta-feira do mês de Julho (dia 5) a nossa habitual tertúlia. Decidimos este mês apenas fazer na terceira quarta feira (dia 19) o nosso encontro, pedimos a compreensão de todos e de certeza que a maioria nos apoia! Mais informações sobre essa sessão será motivo de notícia no blog.

E FORÇA PORTUGAL!!!

sábado, julho 01, 2006

I ENCONTRO DE ALTERNATIVAS EM SINTRA:

Vai decorrer nos próximos dias 29, 30 de Setembro e 1 de Outubro o
"I Encontro deAlternativas em Sintra", no jardim da Biblioteca Municipal de Sintra, Casa Mantero, junto ao Jardim da Correnteza.

Este evento é composto por diversas áreas:
Musica, teatro, animação e poesia
Artesanato e ateliersTerapias alternativas e praticas de desenvolvimento humano
Palestras e exposiçõesProdutos biológicos e cozinha vegetariana
Homenagem e celebração do Centenário do Professor Agostinho da Silva

O horário será o seguinte: Sexta, dia 29 15H00/24H00
Sábado, dia 30 10H00/24H00
Domingo, dia 1 10H00/22H00
As inscrições são até ao dia 16 de Junho (a inscrição é gratuita).

Organização:Voando em Cynthia - informações: 96 372 14 25 (Tila Barracosa)

Apoios:Câmara Municipal de Sintra
Biblioteca Municipal de Sintra
Junta de Turismo da Costa do Sol

quinta-feira, junho 29, 2006

SESSÃO ESPECIAL:

Realizou-se no dia 28 de Junho a 2ª sessão especial dos Meninos da Avó.
Esta sessão consistiu na divulgação do espectáculo de dia 30 de Junho do Sintra Estúdio de Ópera, tivemos uma apresentação desta associação que vai promovendo e apresentado muitas vezes obras inéditas de compositores portugueses.
O próximo concerto vai ser composto pela interpretação de obras de José Cláudio de Almeida e Marcos de Portugal.
Sobre este segundo compositor esteve presente o musicólogo António Jorge Marques cuja tese de doutoramento incide precisamente sobre a vida e obra de Marcos de Portugal!
Ficamos a conhecer este compositor tão desconhecido e esquecido ao longo da História. Ainda hoje existem uma série mistificações e incorrecções biográficas que são retratadas no trabalho de António Jorge Marques. Bastante influenciado pela sua estadia e estudos em Itália, este compositor foi no seu tempo o mais importante do reino merecendo sempre uma protecção e atenção dos reis de Portugal com quem colaborou sempre de perto.
Ficou o convite e a esperança de podermos estreitar mais a nossa ligação com estes convidados e de no futuro darmos mais informações do seus trabalhos.

quinta-feira, junho 22, 2006

SESSÃO ESPECIAL:



"Marcos Portugal Património Musical de Sintra"


A titulo do próximo concerto do Sintra Estúdio de Ópera, baseado na Obra Sacra de Marcos Portugal, a tertúlia poética "Meninos da Avó" em colaboração com a Alagamares Associação Cultural, convida para um encontro onde António Jorge Marques, o mais proeminente especialista na Obra Sacra de Marcos Portugal fará uma palestra sobre a sua Obra e em especial para as estreia das "Matinas".

>> Quarta-Feira 28 de Junho pelas 21h30 - Restaurante "Regalo da Gula" na Quinta da Regaleira - Sintra

Esta conferência servirá de promoção para um Concerto do Sintra Estúdio de Ópera & Solistas da Orquestra de Cãmara de Sintra, no próximo dia 30 de Junho pelas 21h30 na Igreja de São Martinho em Sintra no âmbito do Festival de Sintra.

O Programa a apresentar é constituido por três obras compostas no ínicio do séc.XIX para a Igreja de Sintra, nomeadamente uma Missa e um Te Deum datados de 1814 e da autoria de José Claudio de Almeida para a Igreja de Santa Maria e umas Matinas da Conceição, escritas em 1802, para a Real Capela de Queluz, por Marcos Portugal.

Este concerto reveste-se de uma grande importância histórica, pois trata-se da recuperação e reabilitação do Património Musical de Sintra.

>> A Entrada é Livre, mediante prévio levantamento de bilhetes no Olga de Cadaval ou no local no próprio dia do Concerto ."

SESSÃO DE DIA 22/06/2006:

No dia 22 de Junho decorreu a 35ª sessão dos Meninos da Avó. Como anunciado tivemos como convidada a escritora Filomena Beja, a autora veio apresentar o seu mais recente romance: “A Duração dos Crepúsculos”. Contamos igualmente com a presença da pintora Maria José Ferreira que trouxe consigo as gravuras originais das ilustrações que estão presentes no livro, e de Miguel Real (fez a apresentação inicial da autora e do livro).

Este fascinante romance está dividido em vários espaços temporais, fazendo um percurso pelos momentos mais marcantes do século XX chegando até à actualidade, mostra-nos momentos como a segunda guerra mundial passada em Paris, um dos primeiros divórcios em Portugal no tempo da ditadura e uma curiosa incidência na vida e obra do matemático Pedro Nunes!
Um romance baseado em personagens e factos reais mas ficcionados pela e unidos pela autora. Depois da apresentação a vontade de ler este romance cresceu em todos os presentes.

segunda-feira, junho 12, 2006

PRÓXIMA SESSÃO:

Na próxima sessão que se realizará no dia 21 de Junho teremos como convidada a escritora Filomena Marona Beja.
Esta autora residente em Sintra publicou recentemente o romance “A Duração dos Crepúsculos”, ilustrado com os inconfundíveis desenhos de outra sintrense, Maria José Ferreira.
Este livro publicado pela D.Quixote, desperta no leitor um gosto nascido do cruzamento simultâneo entre os sentimentos de harmonia e melancolia.
É uma obra complexa e intrigante que se passa em três espaços geométricos temporais diferentes, apresenta um elevado número de personagens.
Para melhor compreender a construção desta obra contaremos com a presença não só da autora e da ilustradora assim como do escritor Miguel Real de quem nos vamos socorrer da sua acutilância e experiência na análise literária.

A POESIA ESTÀ NA RUA. NÂO PISAR

sexta-feira, junho 09, 2006

SESSÃO DO DIA 07/06/2006:

Realizou-se no dia 7 de Junho a 34ª sessão dos Meninos da Avó. Como anunciado tivemos como convidado o escritor Manuel da Silva Ramos. O autor presenteou-nos com as suas histórias e vivências que o marcaram e transpôs para os seus livros!

Tivemos o prazer de ter igualmente como convidados dois jograis que fizeram uma leitura teatrilizada e muito interessante de alguns trechos do último romance do escritor ("Ambulância").
A introdução e contextualização da obra do autor foi feita por Jorge Menezes e Miguel Real, depois da leitura dos jograis tivemos uma pequena introdução na vivência do autor ao longo dos tempos: desde os tempos em que esteve em França até ao seu regresso a Portugal, sempre pontuada com pequenas histórias cheias de humor e peripécias!

Em seguida fica o texto escrito por Jorge Telles de Menezes acerca do último romance do escritor Manuel da Silva Ramos:

UMA «AMBULÂNCIA» COM URGÊNCIA PARA PORTUGAL!

DO ROMANCE DE MANUEL DA SILVA RAMOS


A última obra do escritor Manuel da Silva Ramos, «Ambulância», é uma reportagem poética profunda sobre o Portugal coevo, uma inquirição sociológica à realidade que somos hoje, acabados que estão todos os impérios e afastado, parece, o fantasma do autoritarismo das mentalidades e costumes pela crescente internacionalização da economia, da política e dos padrões de vida.

Este é um Portugal desajeitado ainda no seu papel de país «civilizado» pareando com os países reformados do Norte, um novo-rico envergonhado do seu passado pobretana e que à boa maneira do Sul afirma a sua identidade pela competição nos sinais exteriores de riqueza. Este Portugal-Cherne, alegoria ao conhecido político mundanamente célebre por suas férias como convidado de milionários, continua subdesenvolvido na pobreza de muitos dos seus velhos, excluídos, desempregados, mas sobretudo na desumanidade a que vota os seus mais fracos e deficientes, tão bem personificados no destino de Carlitos.

Na nova ordem internacional, contudo, os salários dos trolhas portugueses, dos empregados do comércio, mas também os rendimentos de comerciantes ou profissionais qualificados chegam para alimentar os prostíbulos de meninas brasileiras que enxameiam o interior do país neste retrato impiedoso e verosímil de uma paisagem social que atravessa um processo de inquietantes transformações.

O caso da morte de Carlitos, um jovem portador de deficiência, mas doce e amigo de todos, às mãos da sua mãe, constitui-se como a parábola estruturante do livro, o núcleo narrativo em torno do qual gira a investigação do narrador ao nosso modus vivendis actual. Sua mãe é uma mulher brutalizada pela vida, pela nossa vida, uma vítima da falta de apoio e de solidariedade de uma sociedade que parece adormecida, hipnotizada e bloqueada por esta democracia que num plano social se revela completamente impotente para re-humanizar os portugueses. Embora pintada com cores muito cruas e violentas sentimos que por trás desta mulher e do seu comportamento esvaziado de valores morais está toda uma sociedade. Ela não é culpada, todos nós o somos, se tivermos que encontrar um bode expiatório.

O Portugal por trás de Carlitos e de sua mãe é ainda o do obscurantismo religioso e da superstição tão escandalosamente explorada por santinhas milagreiras, mas que também encontra forças nalgumas das suas tradições, como na festa do bacalhau em Alenquer, para ser iconoclasta, crítico e satírico retomando a veia de um espírito que se exprimia livremente na nossa Idade Média. A crítica de uma vida quotidiana dessacralizada, grosseiramente materialista, violenta e desumana, num país onde até os «inocentes são impuros» é feita a partir da perspectiva europeia do narrador; o alter ego com quem dialogamos é essa Europa rica onde afinal acabámos por não nos integrar, à qual só aparentemente pertencemos. Onde ficará o nosso centro? Este livro é com certeza um desafio para que meditemos sobre o que andamos para aqui a fazer, neste Portugal hodierno tão falho de coesão social, tão ignorante e jactanciosamente novo-rico.

Mas para além dos desafios que «Ambulância» coloca à nossa identidade, não devemos alhear-nos da impressionante densidade estética que este livro carrega. Quem gostar de ler a sério os nossos escritores encontrará aqui deleites estilísticos inesperados e refrescantes, uma sintaxe desenvolta e original, uma linguagem desculpabilizada e fracamente policiada que corre livre e directa para o que quer dizer e encontra ao fim a emotividade do leitor rendido à plasticidade da sua expressão. Pelo intenso e rigoroso elaboramento da palavra «Ambulância» é também um livro que se insere na tradição dos nossos grandes textos literários, e que pelo seu profundo sarcasmo e modernidade faz ressoar no leitor não só a tradição portuguesa do escárnio mas também aquela agudeza de espírito e verve tão características dos melhores escritores irlandeses, e pensamos muito concretamente em James Joyce. Muitas outras associações à tradição do espírito crítico europeu são também possíveis e certamente que o leitor as encontrará nesta «Ambulância» de que Portugal precisa com tanta urgência.

Jorge Telles de Menezes

terça-feira, junho 06, 2006

LANÇAMENTOS:

Nesta altura tão propícia a lançamentos e eventos literários destacamos dois que envolvem autores que já passaram nas nossas sessões:

No dia 8 de Junho é apresentado o livro "1755 - O GRANDE TERRAMOTO", de Filomena Oliveira e Miguel Real. A apresentação será feita pelo Dr. António Braz Teixeira, inicia-se às 18h30m e decorre no salão Nobre do Teatro Nacional D. Maria II.

No dia 10 de Junho pelas 17h decorrerá a sessão de lançamento do livro "Actualidade d’ Os Lusíadas" de Helena Langrouva, a obra será apresentada pelo historiador José Eduardo Franco. O local do lançamento é o foyer da Feira do Livro de Lisboa.

sexta-feira, junho 02, 2006

APRESENTÃO DO LIVRO "ERA CRISTOVÃO COLÓN (COLOMBO) PORTUGUÊS?".



Alagamares e a tertúlia literária Meninos da Avó levaram a cabo dia 31 de Maio, na Quinta da Regaleira, uma sessão de apresentação do livro de Manuel Luciano da Silva e Sílvia Jorge da Silva "Era Cristovão Colón (Colombo) português?".

Emigrantes nos EUA há mais de 60 anos, mas portugueses arreigados a um conceito de portugalidade própria de quem a mais sente quanto maior é a distância do rincão pátrio, esta obra, fruto de investigações em vários países da Europa e nos Estados Unidos, reitera a tese, cada vez mais consistente, de que Cristovão Colón era um judeu de ascendência alentejana, envolvido nas lutas de corte por vezes fraticidas do tempo de D. João II.
Fluente no texto, profundo na abordagem científica da tese, esta obra é uma profunda pesquisa na noite da História dos Descobrimentos e seus mistérios, produto dum olhar científico e metódico e não de qualquer patrioteirismo bacoco de exaltação.
Português da diáspora, este enérgico escritor fruto do ecumenismo e do ser português naquilo que hoje tal possa significar numa época de globalização unidimensional, representa uma lufada de refrescamento na normalmente pacata e engajada "inteligentsia" portuguesa, e trás à memória os cronistas de antanho, na sua escrita escorreita e absorvente.
Leiam este Colón português e descubram que tudo o que julgamos saber ainda está no patamar da dúvida e da especulação. Foi pois um fim de tarde mágico naquela Regaleira sobranceira aos Castelos onde se viu e ouviu essencialmente algo que cada vez mais rareia: um Português


Uma nota de destaque para a nossa amiga Teresa Ricaro cujo dinamismo e espírito de iniciativa tornou este acontecimento possível!

terça-feira, maio 30, 2006

SESSÃO EXTRAORDINÁRIA:


Anuncia-se que nesta quarta (dia 31 de Maio), vamos ter uma sessão especial, aproveitando a presença na Feira do Livro de Lisboa, contamos com a presença do escritor: Manuel Luciano da Silva. Este autor vem apresentar o livro "Cristovão Colon (Colombo) era Português".
A sessão decorre num horário diferente do habitual já que a sessão inicia-se às 18 horas, seguindo depois o habitual jantar.
Esta sessão é feita em parceria com a associação Alagamares, segue-se uma breve apresentação do livro e dos autores:

Sobre o livro:

Pela informação extraordinária que contém ou pelas interpretações originais dos vários monumentos históricos que apresenta, será difícil a qualquer leitor ficar diferente a este livro
Usando uma linguagem clara e objectiva, acessível a qualquer leitor, nem por isso os autores deixam de se exprimir com garra, veemêcia, firmeza e convicção.
(nota do editor)

Os autores:

Casal de emigrantes portugueses nos Estados Unidos da América, Manuel Luciano da Silva, médico, desembarcou em Nova Iorque a 26 de Janeiro de 1946. Sílivia Neto Tavares Jorge da Silva, professora, chegou a Boston, Massachusetts, a 11 de Abril de 1961.
Desde 1963 têm vivido com a sua família em Bristol, estado de Rhode Island, Nova Inglaterra, local que pode ser considerado o epicentro de todos os lugares históricos desta região relacionados com o descobrimento e a colonização portuguesa nestas paragens.
Ao londo de mais cinco décadas, Manuel Luciano da Silva tem investigado a história das inscrições da Pedra de Dighton, gravadas por Miguel Corte Real, em 1511.
Demonstrou, com pesquisas originais, que a primeira colónia europeia na Nova Inglaterra foi portuguesa.
Agora, com este "Cristovão Colon (Colombo) era Português" , os autores divulgam o resultado dos seus mais recentes estudos e pesquisas, fruto de múltiplas análises, efectuadas nos locais históricos e não sentados nas bibliotecas ou feitos a distâncias de mais de três mil milhas..."

Agradecimentos a Marina Emanuel de Lemos Ricardo e a João Emanuel Moniz por tornarem esta Tertúlia Literária possível.