quarta-feira, setembro 27, 2006

FEIRA AO LARGO:

No Largo da Igreja Matriz de Colares ( Largo Dr. Carlos França ) no dia 30 de Setembro.

Face à importância histórica e à situação privilegiada do núcleo antigo da Vila de Colares, a Junta de Freguesia de Colares e um grupo de residentes com o apoio da Câmara Municipal de Sintra (Divisão de Animação Cultural) vão realizar uma feira multifacetada no Largo da Igreja Matriz desta Vila no último sábado dos meses de Junho a Outubro (inclusive) e no período das 11.00 às 23 horas.

Esta feira consistirá na exposição e venda de:
- objectos antigos de colecção;
- livros temáticos antigos e contemporâneos e a representação da Livraria Municipal de Sintra;
- artesanato contemporâneo de autor ( brinquedos / marionetas / vestuário / objectos enquadrados na linguagem antropológica da região / entre outros );
- produtos de agricultura biológicos desta e de outras regiões;
- vinhos da região, representados pela Adega Regional de Colares e outros produtores.

No decorrer do evento e cerca das 19.00 h ocorrerão momentos musicais a cargo de agrupamentos do Concelho.

30 de Setembro

Grupo Coral e Instrumental Heróis da Musica

O Espírito da Lua – Teatro de Rua pelo Utopia Teatro às 22.00

sexta-feira, setembro 22, 2006

SESSÃO DE DIA 20/09/2006:



Realizou-se no dia 20 de Setembro a 40ª sessão dos Meninos da Avó. Numa noite dedicada ao Atlântico, a música interpretada por dois açorianos foi o momento mais marcante.
Numa linguagem simbiótica entre duas guitarras Pedro Hilário e o músico convidado (a “surpresa” do anúncio) Victor Castro, brindaram-nos com uma performance musical única evocando o espírito da mítica Atlântida. Uma sensação de insularidade dominou o espírito de uma sessão marcante que vai perdurar na nossa memória!



De seguida ficam alguns poemas de autores açorianos lidos na sessão:

DEZEMBRO DE SETENTA E UM,
CINCO ANOS DEPOIS


No dia em que Pompidou, Nixon e Marcelo
estiveram na Terceira, nós estávamos em casa e fazíamos
[amor.
E da janela do quintal chegámos a avistar os carros
[presidenciais
e parte da multidão que fazia o seu papel de multidão.
No dia seguinte, os jornais muitos dias depois lidos,
falavam da cimeira exaustivamente.
Fotografias da santíssima trindade e dos sítios onde
se hospedaram: o Marcelo no palácio dos capitães, o
[Pompidou
na estalagem da Serreta e o Nixon na sua base das Lajes.
O Dias Júnior ofereceu quadros trabalhados por ele em
[cedro

aos presidentes
Também vimos reportagens em grandes revistas
[internacionais.

Tudo isto não teria a mínima importância se,
por esses dias não estivéssemos em casa, violando
as regras do jogo que mandam o cidadão açoriano ser
hospitaleiro, agitar bandeirinhas patriotas e bater palmas
ante altíssimas cimeiras como aquelas.
Que estariam fazendo os poetas americanos e franceses
naquele dia? Estariam como nós a Ocidente, desfazendo
impérios, inventando a arte de dominar o corpo? Nós,
tínhamos a esperança que sim. Mas o Vietnam continuava,
Angola, Guiné-Bissau e Moçambique também. A nação
[árabe
bramia o petróleo contra Israel e por tabela contra
os presidentes de sorriso roubados ao sol de dezembro
[da nossa ilha
mas armados até aos dentes; e contra a gente
também. Mas nós vínhamo-nos no auge da crise:
assim é que estava bem! Cincos anos depois é justo
não esquecer que estávamos em casa e fazíamos amor
bem perto dos abutres e do seu repasto.

J. H. Santos Barros, “Os Alicates do Tempo”; edições Afrontamento 1979.


SONHO ORIENTAL

Sonho-me às vezes rei, nalguma ilha,
Muito longe, nos mares do Oriente,
Onde a noite é balsâmica e fulgente
E a lua cheia sobre as águas brilha…

O aroma da magnólia e da baunilha
Paira no ar diáfano e dormente…
Lambe a orla dos bosques vagamente,
O mar com finas ondas de escumilha…

E enquanto eu na varanda de marfim
Me encosto, absorto num cismar sem fim,
Tu, meu amor, divagas ao luar,

Do profundo jardim pelas clareiras,
Ou descansas debaixo das palmeiras,
Tendo aos pés um leão familiar.

Antero de Quental, “Sonetos”

Uma nota final para agradecer esta foto tirada pelo Gonçalo Morais e aconselhar uma visita ao seu blog: http://gnupost.com/blog

terça-feira, setembro 19, 2006

INAUGURAÇÃO DO "BANCO DO TEMPO"

O próximo dia 27 de Setembro marca o arranque do projecto “Banco do Tempo”. Trata-se de um banco em tudo igual aos outros, com cheques e depósitos, mas é o tempo que é usado como moeda de troca.


A agência de Sintra do Banco do Tempo vai ser inaugurada no dia 27 de Setembro, às 18h30 na Casa Mantero (Biblioteca Municipal de Sintra).

Promovido pela Associação Graal, o Banco do Tempo é uma rede de infra-estruturas de apoio social que promove a cooperação entre pessoas baseada na gestão do tempo pessoal para troca de serviços.

Os serviços prestados correspondem a actividades não profissionais assentes na boa vontade e na lógica das relações de “boa vizinhança”, como por exemplo, ajuda doméstica, acompanhamento a crianças, actividades recreativas, companhia, lições, cozinha e lavores.

Podem ser membros todos os que se interessem e empenhem nas actividades do Banco do Tempo. Quando alguém precisa de um serviço, contacta a agência. A agência procura um membro que o possa realizar e em seguida procura a melhor forma de pôr ambos em contacto.

O Banco do Tempo de Sintra terá sede na Associação Juvenil Ponte, situada em Casais de Mem Martins.
(contactos: 219 260 144/938 115 938)

quinta-feira, setembro 14, 2006

PRÓXIMA SESSÃO:

A próxima sessão dos Meninos da Avó realiza-se no Bar/Café 2 ao quadrado no dia 20 de Setembro, com ínicio previsto por volta das 21h30m.

Vai ser uma sessão livremente condicionada ao Atlântico!

Contamos com uma possível surpresa para os presentes e convidamos a todos para pesquisarem e embrenharem-se nos mitos e poesia ligada ao Atlântico ou feita por Atlantes....


A Poesia está na rua! Não pisar

5ª SESSÃO EXTRAORDINÁRIA:

s
Pedro Hilário e Nelson Tamagnini


No dia 13 de Setembro decorreu a sessão extraordinária dos Meninos da Avó. Como foi publicitado contámos com a presença do artista multifacetado Nelson Tamagnini.
Fomos presenteados com uma apresentação musical muito especial onde se tocou o Dulcimer, um instrumento feito pelo próprio artista e com um som muito característico!
Com a preciosa colaboração de Pedro Hilário o apontamento musical terminou com uma jam session.
Finalmente Nelson Tamagnini mostrou-nos e deu breves explicações de algumas das suas esculturas, obras expostas e reconhecidas principalmente na Inglaterra.
Foi uma sessão muito diversificada onde fizemos mais um amigo de quem esperamos manter o contacto e saborear as suas diversas facetas de artista!

( : sono)

O meu sono é entrançado.

Cruzo rendas e caminhos enquanto durmo

e tacteio as margens bordadas do meu cansaço.

De dia

deito-me entre as laranjas que escorregam das árvores

devagar.

Toco-as, respiro-as.

Às vezes recorto as cascas vivas

e faço tranças e rendas

para me poder vestir

de vitaminas e sol.

Com os caroços faço colares enormes

que prendo no cabelo

e que depois desfaço

para contar os dias.

Ana (poema lido durante a jam session)

quinta-feira, setembro 07, 2006

SESSÃO EXTRAORDINÁRIA:

No dia 13 de Setembro vamos ter mais uma sessão extraordinária que decorrerá no Bar/Café 2 ao quadrado (junto à estação de comboios de Sintra) e terá início por volta das 21h30m.

Desta vez teremos uma sessão musical protagonizada por Nelson Tamagnini e tem como nome: «A Passagem de uma Alma Multiversal por Sintra com uma Dulcimer nas Mãos»

Nelson Tamagnini nasceu em Portugal no dia 30 de Novembro de 1942. Tem vivido uma vida de um viajante errante. Em 1971 fez um curso no colégio de Artes de Hammersmith, posteriormente estudou no Colégio de Arte de Chelsea onde, em 1974, terminou um graduação académica. Toca guitarra portuguesa e colabora com o grupo Theatre 84, fez algumas pequenas exibições no instituto de artes contemporâneas em 1974. Utiliza materiais pouco convencionais na sua arte visual (maioritariamente em 3 dimensões). É frequente deixar trabalhos seus nas suas viagens em portas e muros, o que demonstra o seu sentido de humor fatalista.

Dulcimer é um instrumento inspirado no folclore inglês, 37 cordas esticadas em três fontes, consegue três sonoridades diferentes. Improvisa, como no jazz, com essa sonoridade. Dulcimer é fora de moda, construída por Nelson, os 37 cravos com um furo no meio foram também feitos pelo próprio músico. É um rectângulo de madeira, a caixa tem 5 cm de espessura e em cima tem um V onde se afina as cordas.


Citação do artista:
“Como um Verdadeiro Artista, eu vejo o meu trabalho (o toque de génio de um Criador) como uma Humilde contribuição para a humanidade e um fragmento de um Divino e Grande Puzzle… ….TUDO JUNTO FAZ SENTIDO!”

SESSÃO DE DIA 06/09/2006:




Poeta Duarte Braga


No dia 6 de Setembro decorreu a 39ª sessão dos Meninos da Avó. Como foi referido contámos com a presença do poeta Duarte Braga.
Este poeta estudioso das letras trouxe-nos a sua poesia sacro-mística (da sua colectânea ainda inédita A madrugada dos cegos ou Terra vertical), assim como algumas das 72 Teses sobre a Graça e a Matéria e uma conversa sobre os dois contos que os inspiraram: Santa Eponina de Raul Brandão e o menino da avó esmagado nas rochas do Conto de Natal de Fialho de Almeida.
Fica a promessa de serem publicados no blog, num futuro próximo, alguns textos referentes à participação do poeta Duarte Braga.
A sessão decorreu na encantadora esplanada situada na fonte das Quimeras onde contámos com uma noite muito amena e um abençoada lua cheia, também com intervenções livres do público das quais publicamos duas em seguida.
Uma última referência à presença de muitos meninos novos que marcaram presença pela primeira vez e esperamos que as suas visitas se tornem frequentes!

Imagem do Sol

O Sol está mergulhado na atmosfera
como nas penas o bico
da ave aquática que dorme

Sobre a cordilheira chuva
louro-claro espessa como crinas de cavalo

E então ergue-se o indómito
animal encharcado na luz
transbordante como se o ar florisse

(Aflorar, Stuttgart, DVA, 1998), Christoph Willhelm Aigner


içar loucos lumes com amigos contentes
de facto fim enquanto entendem enclavinhar
homens à intransmissão do lugar povoado
que enche quatriliões de plexiformes sóis
porque aqui éons possivelmente vegetei
em choro legítimo mel de escarpas
ao colidir com a esfera dum pleno desvanecer
naturismo alar de verter cálidas interrogações
voltem de máximas procuras de mínimos voltem
motivos que transbordam vorazes ilíquidos
de supressões radicais acudindo-nos
por implantar torrentes sentimentais
compelindo inestéticos peões à foz arborescente
consoante a medida do tomador vermelho

Filipe de Fiuza


Duarte Braga

72 Teses Sobre a Graça e a Matéria

« La Grâce, c’est la loi du mouvement descendent» (S. Weil).

I

A Graça é uma lei da descida, da descida aos infernos.

Cristo desceu ao limbo para libertar os profetas antigos: o movimento do novo que
liberta o antigo e sua lei de conservação.

A Graça é o mais novo, o caule que mais hesita.

A graça é a absoluta novidade, o absolutamente novo.

O coleccionador é aquele que mais peca contra o espírito.

A Graça é o novo. Deus como a grande catedral de Rilke, construída por mãos trémulas,
a abóbada.

As capelas imperfeitas do mosteiro da Batalha mostram-na em acção e suspensão.

O movimento de adentramento na matéria, em Raul Brandão e Fialho, é o movimento
de assumpção da matéria e do seu resgate, mas um resgate feito pelo amor dela, pelo
beijo ao leproso.

O esvaziamento da matéria é a experiência do seu peso.

O esvaziamento da matéria é a experiência do seu amor.

Restantes aforismos no link: www.pauloborges.net na secção de autores convidados

quarta-feira, setembro 06, 2006

AGOSTINHO DA SILVA:

Depois de um curto período de férias, as Comemorações do Centenário de Agostinho da Silva regressam em força.Eis o programa de Setembro:

2006 Centenário de Agostinho da Silva

Programação geral Setembro 2006
Dia 9, Sábado - 21h30, Feira do Livro de Gondomar: Inauguração da Exposição "Agostinho da Silva: Pensamento e Acção"/ Evocação de Agostinho da Silva (Renato Epifânio).

Dia 12, 3ª feira - 18h30, Livraria Fnac (Chiado, Lisboa): Apresentação da obra Tempos de Ser Deus: a espiritualidade ecuménica de Agostinho da Silva (de Paulo Borges).
- Biblioteca Municipal de Palmela: Inauguração da Exposição "Agostinho da Silva: Pensamento e Acção".

Dia 21, 5ª feira - 18h00, Museu d´Água/ Aqueduto da Patriarcal (Jardim do Príncipe Real, Lisboa): Apresentação da obra Tempos de Ser Deus: a espiritualidade ecuménica de Agostinho da Silva (de Paulo Borges). Com a presença de Frei Bento Domingues e de outros representantes de diversas confissões religiosas.

Dias 21-22 - Centro de Estudos Afro-Orientais, CEAO (Salvador da Baía, Brasil): Ciclo "Agostinho da Silva e a Baía" (com a presença de Pedro Agostinho da Silva, Amândio Silva e Jocélio Santos (Presidente do CEAO).

Dia 22, 6ª feira - 21h00, Fórum da Maia (Maia): Comunidade de Leitores, "Uns poemas de Agostinho".

Dia 30, Sábado - 15h00, Biblioteca Municipal de Palmela: "Curso de Introdução ao Pensamento de Agostinho da Silva" (Renato Epifânio, Ricardo Ventura, Rui Lopo).
- Biblioteca Municipal de Sesimbra: "Colóquio Agostinho da Silva e o Espírito Universal"

10h00: Sessão de Abertura.
- Apresentação do Colóquio pela Vereadora do Pelouro das Bibliotecas Municipais, Guilhermina Ruivo.
- Introdução à vida e à obra de Agostinho da Silva, por Paulo Borges, Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Presidente da Associação Agostinho da Silva e da Comissão das Comemorações do seu Centenário.

10h30/12h30: Mesa "A Educação em Agostinho da Silva". - Luís Paixão - Joaquim Domingues - Manuel Ferreira Patrício Moderador: João Aldeia

12h30/14h30: Almoço

14h30/16h30: Mesa "A obra literária de Agostinho da Silva" - Ruy Ventura - Nicolau Saião - António Cândido Franco Moderador: Pedro Martins

16h30/17h00 Intervalo

17h00/19h00: Mesa "Portugal e o V Império" - Pedro Sinde - Jorge Preto - António Telmo Moderador: Roque Braz de Oliveira

Programa completo in: www.agostinhodasilva.pt

Para mais informações: Renato Epifânio (967044286)

sexta-feira, setembro 01, 2006

PRÓXIMA SESSÃO:

Quarta feira dia 6 de Setembro iremos receber a visita do poeta Duarte Braga.
Embora imberbe como D. Sebastião, Duarte Drummond Braga já dá cartas. Vai ler-nos O Poeta alguns poemas do seu estro ainda inédito: A madrugada dos cegos ou Terra vertical, entremeados da respectiva exegese.
Seguir-se-á a leitura de alguns aforismos satanistas, das suas 72 Teses sobre a Graça e a Matéria e uma conversa sobre os dois contos que os inspiraram: Santa Eponina de Raul Brandão e o menino da avó esmagado nas rochas do Conto de Natal de Fialho de Almeida. Aqui ficam três ou quatro aforismos:

O coleccionador é aquele que mais peca contra o espírito.

A Graça é o mais novo, o caule que mais hesita.

As flores da matéria são as coisas.

A dor é a Graça alada.

segunda-feira, agosto 21, 2006

4ª SESSÃO ESPECIAL:

Decorre no passado dia 18 de Agosto a sessão especial dos Meninos da Avó!
O espaço onde decorreu esta sessão foi o Bar 2 ao quadrado.
Como foi anunciado contamos com a presença dos autores Luís Filipe Sarmento e Juan Manuel González a eles se juntou Fernando Dias Antunes, ficando assim completo o trio de declamadores da noite.
Uma sessão multi-cultural onde se deambulou pela língua e cultura Ibérica, vários temas e sensibilidades foram expressados mostrando a diversidade e potencialidade da Poesia como linguagem universal!

De seguida fica um poema lido na sessão:

Até quando?

Nas encruzilhadas do medo e da dor
perante o feérico olhar de Kali e o letal bailado de Shiva
sob a ímpia cadência do longevo látego patriarcal
ferra os dentes no freio da submissão
enquanto caminha vergada
ao peso da lenha que carrega
para o calor da mesa e da cama.


Sagaz guardiã da semente primordial
fonte que a vida sacia de desejo e deleite
segue os peregrinos trilhos de Lakshmi
no ciclo do nascimento e da morte
rumo ao altar da abundância.

Regaço de príncipes e cavaleiros
porto seguro de guerreiros em campanha
abismo de sacerdotes e poetas de falsidade
o seu corpo é a arena da volúpia dos prepotentes.

Final de Entrega, "Antologia de poetas contra la violencia de género"
Córdoba, 2006.

Apresentamos de seguida em forma de apresentação da obra do autor Juan Manuel González o prologo retirado do último compêndio de poesia do autor, "Hacia el Alba de Nieve, Poesia Reunida"

ITINERARIOS DE LA PALABRA

La palabra poética tiene que ser, ante todo, palabra nueva por excelencia. Quiere ello decir que un poeta ofrecerá mayor o menor prueba de su autenticidad y de su valía en la medida en que la palabra fulja en su poema, deslumbre con naturalidad, nos sorprenda por singular y, en último extremo, sea portadora de un microcosmo, es decir, de versos (mensajes) dentro del propio verso.Bajo este punto de vista, la palabra en los poemas de Juan Manuel González es nueva desde el primero hasta el último de los libros que en este volumen se recogen. Hay en ella una fuerza y una intensidad que la alejan tanto del simplismo prosaico de tanta poesía de última hora como de una tradición acusada, de perfiles excesivamente netos.Así que fuerza e intensidad (fulgor) son las características primordiales de este gran cántico del ser, de este poema de poemas que viene a continuación. Un cántico y un ser que no olvidan ni desprecian el medio en el que existen, pues en él reside precisamente el manantial del canto, la razón de ser del mismo.La naturaleza es casi siempre el lugar de la memoria de los orígenes, el medio en el que el protagonista de estos poemas vive y se siente vivir, en el que goza de lo placentero o lo pleno, sin que por ello ignore el fin a que conducen las innumerables corrupciones de cada cosa, el carácter cíclico del tiempo, lo fugitivo y salvaje de esa realidad suprema y de ese símbolo que es la sangre humana. Nada tiene, por tanto, que ver esta naturaleza enraizada, muchas veces de resonancias cósmicas, con cualquier tipo de ruralismo, costumbrismo, o paisajismo sentimental al fondo.Esta edición de poesía de Juan Manuel, "Alba de nieve", aparece, por otra parte, en un buen momento para establecer diferencias, para abrir nuevos cauces en el más bien monocorde panorama de nuestra lírica. Me refiero a que no le resulta difícil destacar con vigor por su novedad, tanto contra ese simplismo de la cotidianidad fotográfica como contra cualquier tradición o escuela literaria; esas mismas tradiciones que Luis Alberto de Cuenca y Rafael Guillén han fijado muy bien al estudiar la poesía de este autor.Y es que hay en su palabra una fuerza que no es ni del hoy ni del ayer inmediato sino de orígenes muy remotos, los de una memoria primigenia, pura, enraizada en lo telúrico igualmente en su estado puro. Es la fuerza del ser humano que no se ha dejado encantar lo más mínimo por los cantos de sirena de nuestro tiempo, ese ser humano que se ha hecho las preguntas eternas, que son las preguntas de todos. Y este poeta sabe lo principal: que "en la hora de los mensajes" quizá sólo existe "un único mensaje".Enseguida, este afán de definir la realidad, de someterla a concepto, desaparece en el decurso del poema. Y es que la palabra quiere ir más allá todavía; porque estamos ante un poeta que no define, sino que entreabre la realidad y, al hacerlo, el poema acaba siendo mundo de mundos, significado de significados. Aparentemente, la clave del tiempo del poeta pueden ser "tres letras", pero cuando esperamos que nos las entregue en sus significados, que el poema se defina, el autor nos dice que esas tres palabras son sus colores: "una escarlata, una azul, una negra". De esta manera, el poema, que parecía cerrarse ya, se nos vuelve a abrir, queda abierto para el lector en su sentido (oceánico) o sentidos.Las palabras de Juan Manuel González nos revelan mundos nuevos y en ellos los versos (cada una de sus palabras o expresiones) se abren, a su vez, a otros mundos. Este es el fin al que conduce su riquísimo lenguaje, en verdad llamativo dentro del panorama poético de la última década.Es la prueba necesaria para saber que nos encontramos ante la palabra nueva; es decir, la primordialmente poética. Esa palabra que no define sino que nos abre a dos grandes realidades: la que salva al autor y la que salva al lector. Al autor, en el sacrificio que supone toda sincera expresión. Al lector, en el don del Arte que recibe.

ANTONIO COLINAS

sábado, agosto 19, 2006

COLARTES


A segunda série deste festival - Colartes - Agosto 2006 - decorrerá no Largo de Colares nos próximos dias 25, 26 e 27 de Agosto – sexta feira, sábado e domingo, respectivamente – e conta com a participação de especialistas nas diversas áreas:
Duo de Guitarras (Música Clássica),
Primo Canto - Grupo Coral (recriação da Corte da Aldeia, com vestes de época)
Trio Pasculli (Musica Clássica) ,
Teatro Tapafuros (Estórias do Arco da Velha),
grupo "No Mundo da Lua – Canto das Artes", Teatro de Marionetas (A Lenda de Colares)
Arthemis (Artes Circenses - Animação de Rua) e
Ciclo Ingmar Bergman (A flauta Mágica).

Em simultâneo, decorrerão no Largo de Colares mostras diversas, nomeadamente de Arte, Artesanato de Autor, Ervas Medicinais e Aromáticas, Livros (Livraria Municipal de Sintra), Vinhos (Adega Regional de Colares e outros produtores locais) e Velharias.

Estes três dias de "festa ", com entrada livre, são organizadas pela Câmara Municipal de Sintra – Pelouro da Cultura e Junta de Freguesia de Colares e apoio do IPT e constituirão certamente um factor de motivação cultural para todos os que nela participem.

Programa:

25 de Agosto , sexta feira
20.30 - Lenda de Colares, No Mundo da Lua Teatro de Marionetas
22.00 – Música Clássica , Duo de Guitarras

26 de Agosto , sábado
16.00 – Estórias do Arco da Velha ,Teatro Tapafuros
18.00 – Artes Circenses - Animação de Rua, Arthemis
22.00 – Canto lírico - recriação da Corte de Aldeia, Primo Canto

27 de Agosto , domingo
17.00 – A Flauta Mágica de Ingmar Bergman – projecção no Sport União Colarense
20.30 – Música Clássica , Trio Pasculli

sábado, agosto 12, 2006

PEÇA:


O Espírito da Lua

7 estórias com sabor a queijadas de Sintra!

Depois do sucesso de Água Moura (Sintra, 2003), Feira do Al-Ado (Algueirão, 2004) e Viajante da Lua (Sintra, 2005), a Utopia Teatro regressa ao teatro de rua com O Espírito da Lua.

Com texto e encenação de Nuno Vicente e Susana Guimarães, O Espírito da Lua conta com a participação de 7 actores e actrizes que se desdobram em dezenas de personagens ao longo de 7 estórias em tom de comédia que ficcionam aspectos históricos de Sintra e suas gentes. As saloias no Chão de Oliva; as damas e fidalgos da corte no Paço da Vila; D. Sebastião ouvindo Camões recitar Os Lusíadas; os Templários e os caçadores de tesouros; Byron e o relógio da torre; D. Fernando II e a Condessa de Edla de volta das estufas do Parque da Pena são algumas das personagens e locais que fazem com que O Espírito da Lua viva eternamente em Sintra.

Teatro de Rua * Entrada gratuita!

Ante-estreia:
11 de Agosto, sexta-feira, 22h00: Jardim Central de Montelavar
12 de Agosto, sábado, 22h00: Largo do Coreto de Fontanelas
Em Sintra: de 8 a 24 de Setembro, sextas, sábados e domingos, 22h00: Largo do Palácio da Vila de Sintra
Epílogo: 30 de Setembro, sábado, 22h00: Largo da Igreja Matriz em Colares

sábado, agosto 05, 2006

PRÓXIMAS SESSÕES:

Apesar de estarmos no período mais propício a praia e outro genéro de passeios, os Meninos da Avó mantêm-se activos neste mês de Agosto.

Dia 16 de Agosto teremos uma sessão virada para as artes dramáticas! Rui Brás irá falar sobre o teatro no século XVI e contaremos com um cheirinho da peça Hamlet representada pelo grupo de teatro Tapa-Furos precisamente na Quinta da Regaleira! Uma sessão direccionada cronológica e tematicamente para o teatro!

Dia 18 de Agosto teremos a Sessão Especial dos Meninos da Avó!
Que consistiraá num recital com três escritores ibéricos: Juan manuel Gonzalez, Antonio Rodriguez Jimenez e Luís Filipe Sarmento.
A apresentação dos dois escritores espanhóis estará a cargo de Luís Sarmento que também lerá textos seus.
A sessão decorrerá no bar 2 ao quadrado.

Os horários mantêm-se: por volta das 20 horas para quem quiser jantar; por volta das 22 horas inicio da sessão propriamente dita.

A Poesia está na rua. Não pisar

SESSÃO DE 2/08/2006:


O autor ladeado por Rui Brás e o fotográfo Jordi Burch

No dia 2 de Agosto decorreu a 37ª Sessão dos Meninos da Avó, como foi anunciado contamos com a presença do autor Ricardo Rodrigues.

O autor juntamente com o fotográfo Jordi Burch vieram apresentar o livro "Bitcho Bravo".
Este livro integra a colecção "Cadernos de Reportagem" da editora Dom Quixote e consiste numa descrição do quotidiano das populações do Vale do Barroso (Trás-os-Montes).
Devido ao isolamento e singularidade geográfica estas populações conservam ainda muitas características e modos de vida tradicionais. O livro foca principalmente o conflito ancestral entre a população humana e a dos lobos (chamado de Bitcho Bravo).

O autor contou-nos o prazer e as dificuldades que teve ao fazer a investigação e as entrevistas para o livro assim como alguns episódios caricatos.
Uma sessão marcada pela boa disposição e pela grande capacidade de comunicação dos intervenientes (Rui Brás foi o responsável pela apresentação inicial do autor).

sexta-feira, agosto 04, 2006

MANUELA SOUSA LOBO & DÓLAR BUQ:

A tertúlia literária sintrense Os Meninos da Avó vivenciou uma noite particularmente exaltante de poesia no passado dia 25 de Julho, no nóvel espaço «2 ao Quadrado», cujos proprietários afirmam querer marcar presença na agenda cultural. Há muito tempo que a tertúlia não vivia uma sessão tão cheia de emoções estéticas, tão comunicativa, e onde acima de tudo brilhou o astro da poesia, em subtis combinações com as artes da música e da performance. No rescaldo desse memorável encontro, G. Till escreveu um texto boémio nascido da fluidez de sensações vividas no encontro, que agora o nosso blog divulga.



seremos eternamente vizinhos:

a guerra vai saltando (de terra em terra). não ter 1 dólar, dólar buq para comprares uma dietcola na noite sintrense do teu livro tamarindo de tetramor! não teres dólar, mas falares a seco, pois, sobre vocábulos que se soltam e transformam em seres, enquanto à porta-madrugada do 2 ao quadrado, o camião do lixo [descomunal]... encena hamlet na mansão do poço iniciático e ouve, interpela o homem do lixo sobre [a crise mundial].

desde 1999 que não acontecia um momento estético performático em sintra - tão flashante. A presente ex-posição verista pop de andré & vanessa muscolino parte no fim para a única cidade portuguesa que ama a arte e os artistas, sim cerveira. o papa procurou à tarde a capela em ruínas da senhora do ó, passou com claridade o regueiro da pernigem, regressou à «barra mansa» era tarde, tardinha, o último autocarro partiu sem ele... mas o sonógrafo veio do [2] para o levar, a ele, o papa, segundo dólar buq, antes da sessão começar [...mons lunae vigia d’além...].

tu e alex são syd para mim

as cartas queimadas pelo preto, poeta, perneta eram afinal dirigidas a [till] no único encontro preparatório da jam de psicadelismo tropical, comparável em xentra [...desde 1999....] unicamente à densidade estética a-presentada por sintoniclab na inauguração do doiséme: a sua música das sílabas, a sonoridade das palavras como água de papel, como água de papel, warinaia. ela como tu são eternos vizinhos da poesia em sintra. tu fizeste a ligação! que diz:

syd é hölderlin no séc. 20... metade da vida louco?louco?!

hammond blues escreve-te na alma, sim: a l m a: eis o homem encurvado, ou agachado sob o vento. acho que era manzarek, não rosa barrete britão, mas síncope mississipiana (a música que se ouve) de algum pensador tchokwe exilado. soa como o nome-dor de christmas joe, mississipi de faulkner; por que não ter nome de branco, dólar buq? perguntará no quarto de hotel de memphis onde a mulher do reverendo se suicidou. cordas sinoidais são estas reliquías do rosa passado (a música que se ouve) na casa do jogral – a noite em fontanelas agora... mas são anjos! como cocteau para a schwebebahn em wuppertal... é o leão sem rosto, o gorila com head all mad about you. O tamarindo desfaz-se na boca, enquanto uma malha básica de rock:

- benvindos – co-opta o jogral. claridade encosta o seu cabelo dourado à janela, espera o destino nas intuições dos ventos. um desfazamento [puramente intuitivo] de um quarto de tempo na casa do encenador-jogral, como o desfazamento económico de um dólar branco para a tua dietcola, dólar buq! [sempre era a tua noite, ó poeta, preto, perneta].



george till, 26 de Julho de 2006

domingo, julho 30, 2006

PRÓXIMA SESSÃO:




Quarta-feira, dia 2 de Agosto, os Meninos da Avó recebem a visita de Ricardo Rodrigues.

Bitcho Bravo – obra agora editada pela D. Quixote, integrado na colecção “Cadernos de Reportagem” – é a primeira obra de Ricardo Rodrigues. A história foi publicada, na Primavera de 2005, na revista Notícias Magazine, sob a forma de reportagem, na sequência da qual a D. Quixote convidou Ricardo Rodrigues para escrever esta obra que conta também com fotografias de Jordi Burch.

Bitcho Bravo fala-nos de uma batalha silenciosa entre homens e lobos no Barroso transmontano. Nessa região isolada, onde as alcateias conseguem sobreviver e a os hábitos da população pouco mudaram nos últimos séculos, o animal tem fama de maldito e é protagonista de narrativas arrepiantes. Quando, há dez anos, um biólogo lisboeta chegou a Montalegre para ir estudar os “bitchos bravos” - como são chamados no dialecto barrosão – não fazia ideia de que iria encontrar tamanho ódio ao lobo, perpetuado ao longo de gerações e gerações. Mas isso não o deteve: à medida que ia aprofundando os estudos, conseguia manter conversas de horas com os bichos, brincar com as crias, fazer festas aos adultos. Ao fim de uma década no meio dos animais, tornou-se membro de pleno direito da alcateia. Foi assim que Francisco Álvares se transformou em Chico dos Lobos.

“A maldição sente-se por toda a região do Barroso, no lado transmontano do Gerês. É, afinal, uma terra de esquecidos, onde o lobo ainda consegue resistir. Aqui, aprende-se desde a infância que o ‘bitcho bravo’ tem poderes sobrenaturais e é amigo do diabo. Faz-se-lhe caça. Lobo peludo não pode por isso confiar em lobo calvo, o animal que se levanta em duas patas e mata tudo o que encontra pela frente. Mas todas as guerras têm os seus dissidentes e, neste caso, ele chama-se Chico dos Lobos. Esse que passa noites na serra a falar com as alcateias.”

Ricardo Rodrigues nasceu em 1976 e vive em Lisboa. Licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, iniciou a sua actividade profissional em 1998, na RTP. Integrou a equipa fundadora da revista Focus, onde trabalhou nas editorias de Cultura, Sociedade, Internacional e Reportagem. Publicou na edição francesa do semanário Courrier International e colaborou com o The History Channel. Está, desde 2004, na revista Notícias Magazine, onde recentemente (já em 2006), viu a sua reportagem Os Pretos de Onor galardoada com uma menção honrosa do prémio de jornalismo A Família na Comunicação Social.

3ª SESSÃO ESPECIAL:

No passado dia 25 de Julho decorreu a sessão especial dos Meninos da Avó.
Esta sessão decorreu no bar 2 ao quadrado situado ao pé da estação dos comboios de Sintra e consistiu numa performance feita pelo jogral Rui Mário e pelo sonográfo Pedro Hilário (pertencentes ao grupo de teatro Tapa-Furos) invocando a poesia de Dólar Buq, esteve igualmente presente a poetisa Manuela Sousa Lobo que nos deu a conhecer outros aspectos e facetas do poeta.
Num ambiente muito descontraído e criativo duas frases perduram e marcaram esta sessão:

Parece que voltamos as míticas sessões da Casa da Avó
Estamos perante um piscadelismo tropical!!!

De seguida fica o inicio do livro apresentado na sessão: Tamarindo – livro de tetramor-

Dedicação

A leste de Kiloa, em Maio de 2000

Férias num farol, alto mar, ao largo da foz do porto, rio Rovuma.
O faroleiro é cego y meu amigo, deu-me corais y um boião mussiro.

Sento-me nas povoadas pedras. Pensamentos são ovos, lhes levo à cabeça,
Cada vez, em cestas atadas com laços. Percorro alagadas lezírias.

- Oiço asas, malaikas nos visitam – sorri o meu amigo.
- Vou partir em filmagem – digo eu – tender is the night in Tanzânia, preciso de inventar. Farei um fio de vozes em três tons: navy, magenta y âmbar.
Lanço as linhas:

·para as 4 mulheres que não tive (embora Alah y o meu desejo as
permitissem)
·para Santa Maria de Cádis, actriz divina y andaluza baía, canatdo
também Pemba, Delagoa y tantas mais (com Rafael Alberti, a quem
tomei o tonto pulso no que escrevo)
·para 2000 y os 25 anos de Moçambique, terra banto (de arábico
nome, indiano mar y lusa língua), que me nasceu aljamiado
·para Catini y Comucomo (música extinta pelo titã Roc das sucessivas
colónias), minha Homenagem.

À ternura tutelar do celacanto
(seus olhos nos ignoram hà oitenta milhões
de anos, saibam os nossos igualmente preservá-lo).

Aqui termina meu álife-bá, prefácio do palavrar que segue.

Salahm

Alberto

P.S. – Cuidado, esta leitura é capaz de entristecer.



Perfomance de Rui Mário

quarta-feira, julho 26, 2006

FEIRA AO LARGO



No Largo da Igreja Matriz de Colares (Largo Dr. Carlos França)

Face à importância histórica e à situação privilegiada do núcleo antigo da Vila de Colares a Junta de Freguesia de Colares com o apoio da Câmara Municipal de Sintra (Divisão de Animação Cultural) vão realizar uma feira multifacetada no Largo da Igreja Matriz desta Vila no último sábado dos meses de Junho a Outubro (inclusive) e no período das 11.00 às 22 horas. Assim, as datas da realização deste evento serão- 29 de Julho- 30 de Setembro- 28 de Outubro
Esta feira, consistirá na exposição e venda de- objectos antigos de colecção- livros temáticos antigos e contemporâneos e a representação da Livraria Municipal de Sintra- artesanato contemporâneo de autor ( brinquedos / marionetas / vestuário / objectos enquadrados na linguagem antropológica da região / entre outros )- produtos de agricultura biológicos desta e de outras regiões- vinhos da região, representados pela Adega Regional de Colares e outros produtores
No decorrer do evento e cerca das 19.00 h ocorrerão momentos musicais a cargo de agrupamentos do Concelho.

GRUPO de SOPRO 1ºTEMPO da Sociedade Filarmónica e Recreativa de Pero Pinheiro

Entre outros grupos/associações (Alagamares, Associação Agostinho da Silva) os Meninos da Avó também marcaram presença na Feira. Estaremos a apresentar autores que passaram pelas nossas sessões, as nossas actividades e projectos e contaremos da parte da parte com a presença do poeta Fernando Grade! Mais uma oportunidade de conhecer pessoalmente e a poesia deste autêntico Menino da Avô!

quinta-feira, julho 20, 2006

SESSÃO EXTRAORDINÁRIA:

Terça 25 de Julho

Sessão Extra dos Meninos da Avó no Dois ao Quadrado (Antigo Pielas, junto à Estação de Sintra)

Às 20 horas jantamos e depois do jantar, aí pelas 21h30, teremos a:
apresentação da escrita de Manuela Sousa Lobo e de Dólar Buq, autor moçambicano – poeta, preto e perneta, o homem dos três pês – por si representado em Sintra:
A sessão será imprevisivelmente abrilhantada pelo jogral Rui Mário e pelo sonógrafo Pedro Hilário.

Eis um excerto da sua última obra editada em Portugal:

Tamarindo
- livro de tetramor -

em meu único tornozelo
aceitei a maluata de cativo
seu tilintar
me encanta

recupero
assim
a voz
enterrada no anterior de um Ibo
maldito
que um canito preto y branco
fareja

estou cada vez mais mulato

deliro em transparências

me alforrio
em vós